Arquivo de "Soltos"
19 ago 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Quem reza mal, reza duas vezes

Somente hoje percebi, Cruzando a Rua da Bahia, Que minha novena a Nossa Senhora de Lourdes Fora devotamente rezada Aos pés de um museu de mineralogia.

30 jul 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Poema para o Pedro

  Se pudesse, seriam palavras que primeiro gostaria que o Pedro soubesse: Tempo. Parte de mim é você, agora Aquele pedaço de dor que sentia era ontem O Pedro e estes olhinhos até de longe Diz da alegria que abraçarei, sempre Água. A gente é um barquinho leve Que se […]

29 jul 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Poema bomba

Armei um poema que encobri sob as roupas, atado, em cinta. O tic-tac teve início sem cerimônia e segui a passos firmes para dentro da multidão, resoluto. Ele explodiu no ponto. No centro da algaravia, o vermelho foi maioria, absoluto contágio de faces coradas. Explodi-me com a rima. Expondo-me por dentro e […]

18 jul 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Cisão

Algo morreu ao redor. Embora o vento demonstre que há tempo, que folhas ainda caiam num ciclo de cores, embora o pé descalço sinta o chão quente e úmido. Há algo morto por aqui. Um laço se rompeu e o grito da dor persiste e seu menor sinal me atormenta, torna-se […]

18 jul 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Tocaia

Bala na agulha, esperando mais que fagulhas em seu peito. Afiado punhal sobre a escrivaninha. Dentro da bainha, ainda uma arma branca. Paguei alto preço a um relógio de aluguel, que a qualquer momento disparará seus atrasos. Pedra na mão e a mórbida certeza da oficina: hoje mato meu compromisso!

14 jul 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Avenida Cristiano Machado

Macárius vestiu a poesia, Eu, um terno. -E os dois saíram à rua para ver o acidente. Macárius recitou a morte, Eu afrouxei a gravata. -E os dois levantaram o jornal Para ver o corpo parecer uma mentira. A poesia dava tapas na cara, O traje me chamava ao escritório. […]

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