17 jan 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Bill of rights

Direito à herança, a todos os centavos, Sem o sorriso dele, o toque forte e seguro, o bigode já grisalho de tanta entrega. A todos os centavos, sem sua graça e força, sem a presença junto aos bichos, junto à gente. Sem a graça de seu sorriso, o toque e […]

16 jan 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Pedido ao amigo oculto

Para o natal, peço um poema À pilha E rimas eletrônicas. Peço um poema sem carne Ou sangue, Feito na China. Meu poema não precisa ser autêntico, Apenas que encha espaços. Quero tê-lo como tangível objeto Um poema de 1,99 De mau gosto Que eu possa trocar fácil Que nasça […]

13 jan 2017
Perdidos / POR Johnny Guimaraes

À beira da Lagoinha

Do instante onde estou por enquanto, vejo uma pensão mastigada. E, como qualquer velha prostituta irremediada, sua única atração (um adorno na orelha pendurado) é uma placa: “preços módicos”. Quem em busca de sossego se hospedaria, ainda que com ausência pecuniária, em prédio tão insone? Parece mesmo maleita das bravas, […]

9 jan 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Pai palha

Meu pai palha Procurei seu peso a vida inteira   Meu pai leve Contigo a brisa e um jeito de passarinho   Meu pai peso Como fazer agora que sou palha?

9 jan 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Murano

São básicas Três almas Que rondam Tangenciam-me em arrepios Numa queda de braços E recolho lentes como quem recolhe rede Como quem se arrepende como quem dá um passo atrás como quem não tem uma faca ou oração Tangenciam-me por segundos E saio a galope com calafrios e de repente […]

6 jan 2017
Soltos / POR Johnny Guimaraes

Refúgio

Achei um campo sem minas Sem política e corrupções Apenas pela manhã Sob o sol morno e preguiça, é possível corruptelas E artimanhas com cores O gatuno aqui sou eu E não levo nada do que trago Nem mesmo o que é meu O esperto aqui é você Que quanto […]

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